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Liberdade e Redes Sociais

por | 28 Setembro 2022 | Social Media

Salvem as Redes Sociais!!!

Vivemos num mundo em que procuramos bodes expiatórios para os nossos próprios pecados, em que olhamos mais para a nossa imagem filtrada num qualquer ecrã do que para os nossos espelhos e por isso vivemos numa ilusão coletiva.

As redes sociais não são a causa dos males, mas o local onde os males das nossas sociedades se tornam visíveis como se de imensas praças públicas se tratassem.

Infelizmente, assistimos a uma tendência para tratar dos sintomas em vez das causas, esquecendo que tal se trata de um exercício contraproducente que irá criar problemas ainda maiores.

É mais confortável ter um pensamento único sobre o mundo que nos rodeia

Os seres humanos sempre tenderam a viver encerrados nas suas bolhas, podendo estas bolhas serem denominadas tribos, castas, classes sociais, grupos religiosos, etc. A razão para esta tendência é simples: Conforto.

As redes sociais recriam as bolhas sociais, da mesma forma que os humanos as criam, por isso são locais de conforto, onde conseguimos facilmente encontrar pessoas que pensam como nós, por muito absurdos que sejam os nossos pensamentos.

Estas plataformas deram a voz a muitos que nunca teriam a possibilidade de disseminar as suas ideias para todo o mundo, independentemente da sua qualidade.

Aparentemente há uma tendência para querermos um mundo cada vez mais “confortável” em que alguém pense por nós, decidindo o que devemos pensar e quem podemos ouvir para evitar qualquer forma de “desconforto”.

Tudo isto são sintomas de um problema mais profundo

Governos e grandes empresas tecnológicas sob a pressão de um conceito vago do politicamente correto têm criado mecanismos e processos para controlar o que é partilhado evitando que seja de alguma forma ofensivo, indo muito para além dos quadros legais estabelecidos para crimes como são a incitação à violência ou pornografia infantil.

Tudo isto são sintomas de um problema mais profundo, as pessoas não são motivadas, nem preparadas para terem um pensamento crítico, tornando-se recetores acríticos de ideias absurdas que noutros momentos seriam rapidamente ridicularizadas pelo que são.

E como de um fruto proibido se tratasse, quanto mais protegemos as pessoas de ideias absurdas, mais apetecíveis estas se tornam, alimentando vastas teorias da conspiração.

Devemos dar um voto de confiança à inteligência humana, não esquecendo que ela só existe quando exercitada através do debate de ideias e da exposição a visões, experiências e conceitos diversos.

As redes sociais, de uma forma ou de outra, vieram para ficar e cabe a cada um de nós procurar estar preparado para viver nesta realidade.

Finalmente, temos de tomar consciência, de uma vez por todas, que elas são uma criação e um reflexo da Humanidade.


Filipe Carrera

Coordenador da Pós-Graduação de Marketing Digital do IPAM


Autor(a): Autor Convidado

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