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Uma perspetiva sobre nós, o marketing e o Metaverso

por | 19 Agosto 2022 | Ferramentas e Apps, Content Marketing

Comprei uma roupa nova para o meu avatar, hoje tenho um date no Metaverso!

São os “novos tempos”: podemos ter uma reunião de trabalho numa cafetaria digital, sair com as amigas para um tour virtual, comprar novas skins, seguir para uma aula de yoga no Himalaia e, depois, para um jantar muito romântico na lua, com direito a total privacidade. Por incrível que pareça, tudo isso é possível e há muitas pessoas que já o fazem.

Falar sobre o Metaverso é difícil, dado o crescimento massivo de iniciativas e notícias que surgem diariamente. Embora o conceito tenha emergido na década de 90, foi em 2021, com Mark Zuckerberg, que o termo ‘Meta’ passou a fazer parte dos trending topics. Os mais velhos não sabem o que é, os jovens estão curiosos, os profissionais de marketing querem investir e as grandes marcas globais já estão a trabalhar no tema. Como resultado, muito buzz, curiosidade, especulação e uma certeza (quase) absoluta: o Metaverso é o futuro.

O que é o Metaverso?

Para os que ainda não sabem do que se trata, pode-se dizer em poucas palavras que o Metaverso é um universo digital que tem como base a combinação de diferentes e variados elementos tecnológicos (como realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial), onde os utilizadores “vivem” e “interagem” no que alguns investigadores chamam de ambiente virtual colaborativo. Visto sob outra perspetiva, trata-se de uma porta que dá acesso a diferentes mundos, onde podemos estudar, jogar, trabalhar, praticar desporto, ir a festas… Esta porta de acesso pode ser representada através de plataformas como Roblox, Decentraland, Sandbox ou Meta, por exemplo. Atualmente, uma experiência 100% imersiva requer a utilização de óculos de realidade virtual, mas há outros gadgets que prometem incrementar ainda mais o processo, como luvas tácteis e headsets com rastreamento facial e ocular.

Especialistas de diferentes áreas – como ética, privacidade, segurança, psicologia, educação, tecnologia, entre tantas outras – estão a contextualizar o Metaverso através das suas perspetivas, e o marketing não é exceção. Arrisco a afirmar que nunca houve um espaço tão profícuo como o Metaverso para que as marcas pudessem reforçar o seu posicionamento tecnológico, promover novas experiências e, ao mesmo tempo, garantir a criação de valor para o público-alvo. Os exemplos são infindáveis: Nike e sua Nikeland; Balenciaga, Gucci, H&M e Fendi com coleções de moda para avatares; McDonald’s e a promessa de um modelo de negócio híbrido; Shopify, Adidas e Burger King com o lançamento de diversos NTF’s; Hyundai com jogos automotivos, etc.. Ao considerarmos que até mesmo instituições religiosas já estão a aderir ao Metaverso, conseguimos ter uma ideia da dimensão que tal cenário está a ganhar.

O início deste texto tenta trazer justamente uma visão do quão absurdo ou totalmente fascinante o Metaverso pode parecer: a hipótese de comprar um outfit para que o seu avatar esteja apresentável durante um jantar na lua. Mesa, garrafa de vinho, velas, boa conversa. Caberá a cada utilizador decidir se faz sentido ou não investir nesta experiência. A função dos profissionais de marketing, entretanto, é bastante clara:  ajudar na escolha do look, do restaurante e do vinho, e futuramente, da essência das velas. É esperar para ver.

Anna Carolina Boechat

Ph.D em Comunicação Estratégica e Professora na Universidade Lusíada e Universidade Católica Portuguesa

Autor(a): Autor Convidado

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